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O respeito é para todos

lembro-me como se fosse hoje, estava a afixar um cartaz do detergente skip na parede do meu quarto (não o encontrei na internet, já lá vão 20 anos), na minha ingenuidade julguei que aquilo fosse resolver os problemas que eu tinha em casa e também sentia orgulho porque aquele cartaz confirmava o que eu estava sempre a dizer aos meus pais “as crianças também têm direitos”,

Como lidar com opiniões negativas?

Há uns anos atrás eu teria precisado de um manual, algo que me ensinasse a ouvir uma opinião negativa sem sentir-me triste, claro que na altura não compreendemos isto mas acho que amadurecemos sempre quando é preciso e que cada mudança na nossa vida aparece no momento certo. Há uns anos atrás eu ficaria preocupada, triste, perguntar-me-ia porque é que aquela pessoa não gostava de mim e julgava que aquela pessoa resumia a opinião de toda a gente a meu respeito. Eu não sabia que as coisas não eram assim tão lineares e que diversas pessoas podem construir opiniões completamente diferentes sobre a mesma pessoa. O autoconhecimento foi um passo obrigatório e crucial para que eu finalmente começasse a perceber que não podia levar tão a peito um “maldizer” aqui ou ali ou ao perceber que alguém não gostava de mim simplesmente porque lhe apetecia deixar-me ir completamente abaixo. Sim, no caminho atrapalhei-me e achei que tinha que fazer um esforço para agradar essas mesmas pessoas que não gostavam de mim mesmo sem ter um motivo aparente. Claro …

Como um dente de leão

Como um dente de leão um dia, eu, sem saber fui. Fui e deixei por todos os lugares um rastro de mim, qualquer coisa diferente, teria sido tudo de outra forma, melhor ou pior não sei.Nessa altura ainda não percebia como a vida era uma bola de neve onde tudo o que fazemos, desde o mais pequeno gesto, conta. Mas percebi quando recebi o primeiro sorriso que me foi devolvido com generosidade, quando dei as mãos a primeira vez e senti o calor da mão de outra pessoa, até mesmo quando pela primeira vez fiz alguém chorar e logo de seguida senti um aperto desconfortável no peito que me dizia que eu era capaz de sentir empatia e confirmava que eu era um bom ser humano.Desde o momento em que nasci soprei um dente de leão e deixei que cada partícula de mim fosse-se espalhando pelo mundo fora, quando percebi que poderia semear sorrisos, paz e generosidade, concentrei-me nisso e percebi quão importantes eram as minhas acções.Somos vida, e a vida é tão frágil.

Pessoas políticamente correctas

Hoje em dia já não existe o depressivo, o que chora publicamente e desabafa quando precisa. Essa pessoa escondeu-se dentro da sua própria depressão e não se revela nunca a não ser que a situação esteja por um fio e quase sem retorno. Socialmente o que existe é a diva das redes sociais, a que está sempre feliz, sempre contente, a que usufruiu das melhores condições de vida porque lhe saiu o jackpot logo à nascença e que por isso teve tudo do melhor, a melhor educação, as melhores roupas, as melhores oportunidades, a melhor aparência. É uma pessoa que não pode ter um cabelo desalinhado ou ouvir uma crítica ainda que construtiva, aí é o caos, aí é porque o mundo se desalinhou e alguém está a lançar-lhe mau-olhado, sendo que na verdade pela primeira vez a diva deparou-se com um ser humano que não se deixa cegar pela vaidade ou enganar pelas aparências.Não gosto de pessoas politicamente correctas, aquelas que fazem tudo como dita a sociedade e julgam todos os outros que não …

Escolhas

Um dia eu decidi ser alguém que não era eu, só porque sim, só porque era mais fácil, só porque assim eu acreditei que os problemas seriam menores mas foi quando eles, cá no fundo, se agigantaram e foram corroendo quem eu realmente era. É fácil agradar, é só colocar um sorriso de capa de revista 24 horas sobre 24 horas ainda que no fundo de nós queiramos chorar, é só dizer que sim e acenar ainda que queiramos dizer que não e causar o caos, é só obedecer, obedecer e obedecer até que por fim quem um dia fomos se desvaneça em meio a tanta hipocrisia. Pior do que nós julgarmos que é correcto camuflar a nossa personalidade para vivermos em paz é que os outros aceitem isso para que as suas próprias vidas sejam mais fáceis, um jogo entre quem manda e quem obedece, entre quem tem dinheiro e quem não tem, e assim, vestem-se todos com uma capa de hipocrisia, uns vilões, outros vítimas de um jogo onde não pediram para entrar. …

E quando não há um equilíbrio? Vale a pena?

Ontem, a propósito dos 4 anos que eu e o Bruno celebrámos juntos, o Bruno puxou ao assunto algumas situações que conhecemos de casais menos felizes e que permanecem juntos ainda assim, durante estes 4 anos quanto a nós, crescemos e fizemos muito bem um ao outro, mas afinal, esse deveria ser o intuito de uma relação, que as pessoas fossem o porto de abrigo umas das outras e que juntas pudessem crescer, certo? Mas e quando não existe um equilíbrio? Quando existe um dominante e outro sem o poder de tomar uma única decisão? Quando a palavra que conta é sempre só a de um membro do “casal”? Quando ele ou ela gerem toda a vida do outro, sem a hipótese de que isso alguma vez mude e essa pessoa possessiva não sai da relação porque sabe que dificilmente encontrará alguém que esteja disposto ao mesmo?Existem estes “casais” por toda a parte, e é por isso, que mesmo antes de conhecer o Bruno, por finalmente chegar à conclusão que vivemos numa sociedade machista onde …

Até já

Há uns dias fiquei triste, decepcionada, chateada, mas imediatamente após acontecer eu percebi que seria algo inevitável, que aconteceria e pronto, não era algo que dependesse de mim, não havia forma de eu evitar nem nada que eu pudesse fazer diferente.Muitas vezes as pessoas tomam partidos que desconhecem, acreditam numa versão sem ouvir a outra e preferem permanecer na sua zona de conforto pelo simples facto de não quererem se chatear.Eu compreendo, precisamos de um tempo para crescer, eu tive o meu.Sei que nunca tomei partidos sem saber, sempre ouvi os dois lados, o que estava à vista e o que estava escondido na sombra, afinal como podemos saber a verdade sem verificar se é mentira?As pessoas chateiam-se, zangam-se ou às vezes simplesmente afastam-se, coisas da vida, decisões que tomamos sempre a pensar no que é melhor.No meu caso quero paz só isso, e se para isso acontecer significar que algumas pessoas vão acabar por se afastar, tudo bem, tudo tem consequências mas a paz para mim é algo que não se negoceia nem tem …

E agora?

“Isto é uma piada, só pode! Daisy, tu tens 32 anos!“ De entre trinta mil recomeços, este foi aquele no qual nunca acreditei mas aqui estou eu, e só pela tentativa, já sou muito feliz. Não gosto de quem diz que a vida é assim e assado e temos que aceitar, talvez seja por isso que vivo ansiosa e sempre com mil e uma ideias diferentes para pôr em prática, o problema é que sempre foram tantas que se calhar, só se calhar, tenha reciclado as ideias erradas nos últimos tempos! -“Ai Daisy, olha que depois arrependes-te!” Pode ser, mas como não tenho 7 vidas nem sou nenhum gato, quero jogar as cartas todas na única vida que tenho.