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Nós merecemos a verdade

Esta manhã por entre as tarefas da casa, à procura de um tema interessante sobre o qual falar e a tentar fugir de temas polémicos, inevitavelmente fui parar a um vídeo do YouTube de uma muito talentosa influencer sobre a qual já li imensas coisas, até já comprei umas revistas, ainda que não saiba muito sobre ela comunica-se muito bem, dom que eu invejo, pois expresso-me muito melhor na escrita do que a falar em frente a uma câmara. Aliás, foram dois vídeos aos quais assisti, um primeiro sobre o último trimestre da gravidez, que estava a ser segundo a influencer o mais difícil – Confissões do Último Trimestre de Gravidez / A Maria Vaidosa – e que me cativou pelo realismo, pela honestidade, e por isso passei para o seguinte, estava pronta para elogiá-la e comentar com o meu namorado que finalmente tinha encontrado alguém que falava abertamente sobre o assunto, fiquei um pouco desiludida com o vídeo seguinte – STORY TIME – GRAVIDEZ PARTO E PÓS PARTO / Mafalda Sampaio – este vídeo …

Podemos decidir?

Não sei francamente se estamos a progredir ou parados no tempo, se nos havemos de dizer uma sociedade moderna ou estamos só a fazer um pequeno esforço para o parecer, porque francamente, directamente de quem vive na pele de uma minoria estou num ponto de saturação onde a minha resposta a alguns temas já é apenas: eu quero, o corpo é meu e eu tenho esse direito. Já pulei a parte de querer argumentar ou explicar-me, faço-o quando me apetece, a maioria das vezes limito-me a dizer que não quero e que eu é que mando no meu corpo. Simples, claro e directo. Mas a questão é, isto é novidade?! Porque nos temos que defender a maioria do tempo sobre questões que nos envolvem apenas a nós, a cada uma de nós mulheres, de uma forma individual? Já não deveria ser óbvio que nós temos esse direito e ponto e que direitos não deveriam ser discutidos num país onde os deveres ficam muito aquém? Sim, isto é sobre maternidade, porque chegamos ao ponto de criar …

E quando não há um equilíbrio? Vale a pena?

Ontem, a propósito dos 4 anos que eu e o Bruno celebrámos juntos, o Bruno puxou ao assunto algumas situações que conhecemos de casais menos felizes e que permanecem juntos ainda assim, durante estes 4 anos quanto a nós, crescemos e fizemos muito bem um ao outro, mas afinal, esse deveria ser o intuito de uma relação, que as pessoas fossem o porto de abrigo umas das outras e que juntas pudessem crescer, certo? Mas e quando não existe um equilíbrio? Quando existe um dominante e outro sem o poder de tomar uma única decisão? Quando a palavra que conta é sempre só a de um membro do “casal”? Quando ele ou ela gerem toda a vida do outro, sem a hipótese de que isso alguma vez mude e essa pessoa possessiva não sai da relação porque sabe que dificilmente encontrará alguém que esteja disposto ao mesmo?Existem estes “casais” por toda a parte, e é por isso, que mesmo antes de conhecer o Bruno, por finalmente chegar à conclusão que vivemos numa sociedade machista onde …