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O Papa pede paz durante a Páscoa

E eu continuo a perguntar-me se a religião não deveria estar nas pessoas e não em instituições que só sabem queimar o dinheiro do povo, e eu pergunto-me de que serve o Papa pedir aqui e ali, é isso que o Papa faz, pedir?

Pedir podemos todos, todos queremos o final da guerra, eu não quero um Papa, desculpem, não me faz falta, quem acredita em algo não precisa de adereços ou de provas da sua existência, acredita e ponto, não precisa de Papas e catedrais envoltas em luxos e exageros ornamentais só para que se torne um sítio de culto onde as pessoas se reúnam e gastem dinheiro, porque sim desculpem, os hotéis enchem-se, os restaurantes idem, as doações não imagino, e pronto, isto é fé, é quando o Papa pede e as pessoas exclamam em tom surpreendido : oh, o Papa pediu….

Eu também quero o final da guerra, só não preciso de dirigir-me até uma Catedral para ouvir alguém pedir pelo fim da guerra, desculpem-me, sempre tive algumas reticências em relação á religião e há casos em que é mesmo repudio, pedir não torna o Papa mais valioso, todos podemos pedir, mas a utilidade da religião não passa disso, de crenças baseadas em pessoas vazias que se fazem representantes de deus…. Eu não acredito em deus, e isto não é nenhuma mágoa reprimida, eu só acredito no que vejo, e para mim o pedido do papa tem mais a ver com o zé povo querer comer o cabrito descansado na páscoa enquanto emborca chocolates e vinho, sem ouvir falar da guerra.

Quanto á religião falamos em outros episódios, mas recuso-me a focar as minhas energias no que para mim é um culto que apela ao sofrimento das pessoas empenhando sempre uma cruz com uma pessoa crucificada nela, como se não merecêssemos ser felizes e tivéssemos todos que ser crucificados.

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Um dia fiquei sem voz, fui silenciada e a minha escrita deixou de existir. O blogue que escrevia desde os 9 anos, de forma anónima, desapareceu, porque alguém de repente achou que escrever era algo totalmente inútil. Deixei que alguém me dissesse o que eu não podia ser. Anos depois, em memória ao blogue de uma vida, ás histórias que definiam como eu sou como nenhumas outras, aqui está o mesmo nome, o mesmo registo, para mostrar que eu mudei e que eu sou eu, sou o que eu quiser, o que eu sonhar, livre. As palavras são uma linda forma de expressão e nunca devemos permitir que alguém silencie a nossa voz.

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