Day: 6 de Abril de 2022

Parabéns, agora já vivemos uma guerra.

Se acham que vivo num certo conflito com as gerações anteriores, para os mais entendidos os baby boomers sobretudo mas a geração x também, estão meio enganados, na verdade, o conflito é deles conosco, com a geração z e os millenials (nós), algumas pessoas nestes grupos geracionais mantêm a mentalidade aberta para a evolução da sociedade, a grande maioria acha que os jovens têm que viver presos em tempos que já não existem, ignorando completamente o facto de que as coisas mudaram e continuarão a mudar quer queiram quer não. Para vos dizer a verdade nem sei dizer se o maior conflito é com os baby boomers ou com a geração x, porque pensando bem, os baby boomers passaram por uma guerra, a geração x colheu os frutos “sexo, drogas e rock&roll” e acusam-nos de ser uma cambada de drogaditos sem rumo, hipocrisia?, sim claro, da mais descarada e problemática, tomam-nos por leigos, ignoram que somos mais estudados, mais responsáveis, menos dados a coisas boémias (é facto e existem estudos) bebemos menos, usamos menos drogas, …

Princesa o caraças!

A minha professora de educação moral e religiosa deu-me sem querer uma das primeiras lições que me levou ao feminismo, e lembro-me como se fosse hoje do momento em que ela deixou de sentir qualquer “encantamento” por mim, escrevo encantamento porque era essa a palavra, chamava-me de princesa a toda a hora e dizia que tinha orgulho em mim, baseado em quê não sei, talvez no facto de ser vítima de bullying e permanecer calada, talvez o de encontrar-me sempre com um olhar triste enquanto sorria sempre para as pessoas e tentava disfarçar, aceitava o elogio calada, sorria, eram poucos os elogios que recebia naquele lugar por aquela altura, por isso aceitava o elogio embora não o compreendesse. Um dia, resolvi defender-me, cansei-me de todos dizerem que me admiravam enquanto todos ignoravam o que acontecia, era como se tivesse que salvaguardar a admiração de todos e permanecer calada até que um dia ou era o bullying ou era eu, e percebi que lutar então não fazia de mim má pessoa mas que defender-me era necessário …