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Um dia destes

É já um dia destes que eu vou abrir a porta de frente para o mar e adormecer com o barulho do vento a empurrar as ondas bem no meu ouvido. É já um dia destes que o cheiro a mar vai entrar dentro do meu peito e inundá-lo de azul, que as gaivotas vão pairar por cima das nossas cabeças enquanto damos as mãos e que o cansaço nos vai levar para a cama, cansados sim, mas felizes também, porque o que nos faz felizes não cansa tanto como o que não nos preenche.
É já um dia destes que o sol vai entrar pela janela para dizer-nos onde estamos e como estamos, claros, brilhantes, como os grãos de areia que as ondas deixam ao voltar para o mar. Eu vou abraçar-te e dar-te um beijo, com os cães nos pés da nossa cama, e dizer-te bom dia com um sorriso preguiçoso.

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Um dia fiquei sem voz, fui silenciada e a minha escrita deixou de existir. O blogue que escrevia desde os 9 anos, de forma anónima, desapareceu, porque alguém de repente achou que escrever era algo totalmente inútil. Deixei que alguém me dissesse o que eu não podia ser. Anos depois, em memória ao blogue de uma vida, ás histórias que definiam como eu sou como nenhumas outras, aqui está o mesmo nome, o mesmo registo, para mostrar que eu mudei e que eu sou eu, sou o que eu quiser, o que eu sonhar, livre. As palavras são uma linda forma de expressão e nunca devemos permitir que alguém silencie a nossa voz.

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