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Relações abusivas

Ao contrário daquilo que os outros pensam, relações abusivas não acontecem só em relacionamentos do género marido e mulher, relações abusivas acontecem entre amigos, familiares, nas nossas profissões, há todo um conjunto de histórias e milhões de pessoas para falar sobre isso.
Não sendo culpa dessas pessoas, claro que há um tipo de personalidade que está mais sujeito a esse tipo de relacionamentos, aquela pessoa dócil, compreensiva, flexível, que perdoa com facilidade, empática e generosa. Ora, numa situação de oportunismo não se tira vantagem de alguém desconfiado e que não leva qualquer tipo de desaforo para casa, tira-se vantagem, de uma forma cobarde, de alguém mais vulnerável, mais fácil de se deixar enganar porque confia.
Ninguém deve-se sentir culpado por se ter deixado enganar, o único culpado é o que engana, o que atraiçoa, mente, dissimula e manipula, e embora isso possa servir de lição para o lesado para estar mais atento e moldar-se para se tornar imune a essas tentativas, a única pessoa que deveria pensar e bem sobre as suas atitudes seria sim a pessoa que manipula.
Numa sociedade tão politicamente correcta isso não acontece, por inúmeras razões, muitas vezes o que manipula tem prestígio, então nunca vai encontrar quem tenha a ousadia de o repreender, ou tem dinheiro e aí então são poucos os que terão coragem de se afastar, ou manipula todo um rol de pessoas à sua volta de tal maneira, que um dia quando o lesado abre os olhos cai-lhe um exército da seita em cima.
Pessoas abusivas constroem relações de medo, raramente têm alguém que realmente as admire ao seu lado, e as pessoas lesadas mantêm-se nesse culto de infelicidade por tanto tempo, porque provavelmente são como o elefante preso por uma corrente, não têm a ideia do quão fácil seria sair, tornam-se dependentes do controlo de todas as áreas das suas vidas julgando que nunca poderiam subsistir por iniciativa própria.
Pessoas abusivas são na realidade extremamente inseguras e escondem-se numa capa de poder, de aparências e superficialidades, só para que quem está ao seu redor não as abandone, julgam que é a única forma de cativar, prender.
Causam danos irreparáveis nas vidas de justamente quem dizem amar, por egoísmo, apenas para manter essas mesmas pessoas junto a si, distorcem um abstracto e transformam-no num retrato, auto intitulam-se de vítimas quando quase perdem o controlo e chegam ao ponto de fazer o verdadeiro lesado sentir-se culpado por alguma vez ter retaliado. Se fazem alguma coisa boa, é sempre, sempre com um interesse presente.
Eu sei, porque já passei por isso tantas vezes na minha vida, e já que estamos a falar na primeira pessoa, é tão bom livrarmo-nos de correntes, de amarras e ser livres, felizes!

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Um dia fiquei sem voz, fui silenciada e a minha escrita deixou de existir. O blogue que escrevia desde os 9 anos, de forma anónima, desapareceu, porque alguém de repente achou que escrever era algo totalmente inútil. Deixei que alguém me dissesse o que eu não podia ser. Anos depois, em memória ao blogue de uma vida, ás histórias que definiam como eu sou como nenhumas outras, aqui está o mesmo nome, o mesmo registo, para mostrar que eu mudei e que eu sou eu, sou o que eu quiser, o que eu sonhar, livre. As palavras são uma linda forma de expressão e nunca devemos permitir que alguém silencie a nossa voz.

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