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Quando acreditamos

Vou vos ser muito, muito sincera, eu não sou uma pessoa fácil, não porque eu seja mal-humorada, ou rude ou algo do género, é mais porque eu sou uma dessas pessoas que não fala, que não se queixa, que não mostra uma cara triste mesmo que por dentro eu esteja um caco. Eu sou assim, não gosto de partilhar tristezas porque acho-as uma perda de tempo, mas lá no fundo elas acabam por corroer-me e levar-me a melhor. O que percebi com o tempo é que as tristezas ou desilusões como as queiramos chamar devem ser partilhadas sim, mas com as pessoas certas e como uma forma de exorcizá-las.
Contudo, eu vou ser sempre aquela pessoa que vai a um restaurante e no infeliz acaso de ser mal atendida eu só não volto nem recomendo, já se gostar, aí recomendo e falo dele a toda a gente.
As tristezas devem ser partilhadas sim, mas na medida certa e com as pessoas certas, as tristezas devem ser partilhadas sim, mas com alguém que tenha força para as colocar para fora da nossa vida e não com quem já anda com as suas próprias tristezas no braço e faz delas habitáculos de todos os dias.
Sou suspeita para falar já que a depressão foi uma coisa muito presente na minha vida, não a considero uma doença mas sim um estado de clareza mental incapaz de se relacionar com uma vida normal. O engraçado em mim é isso, é que houve um dia em que percebi isso, que as tristezas eram uma perda de energia e tempo e por isso, bati com o punho fechado numa parede e jurei que sempre que quisesse chorar ou simplesmente desmotivar-me iria fazer isso, encerrar o punho e castigar-me por ser tão estúpida. Da mesma forma e isto pode vos parecer frio, comecei a descartar as pessoas que me diziam sempre que ia correr tudo mal ou que de alguma forma não me viam como eu sou, desisti de permanecer em empregos onde era mais uma funcionária/escrava do sistema e passei a fazer só aquilo que estava em conformidade com aquilo em que acreditava.
O resultado foi uma felicidade em crescendo, uma força renovada e novos sonhos construídos.

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Um dia fiquei sem voz, fui silenciada e a minha escrita deixou de existir. O blogue que escrevia desde os 9 anos, de forma anónima, desapareceu, porque alguém de repente achou que escrever era algo totalmente inútil. Deixei que alguém me dissesse o que eu não podia ser. Anos depois, em memória ao blogue de uma vida, ás histórias que definiam como eu sou como nenhumas outras, aqui está o mesmo nome, o mesmo registo, para mostrar que eu mudei e que eu sou eu, sou o que eu quiser, o que eu sonhar, livre. As palavras são uma linda forma de expressão e nunca devemos permitir que alguém silencie a nossa voz.

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