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Lutamos contra muros, até percebermos que temos que contorná-los

Nem sempre acabar é mau, às vezes acabar é bom, às vezes acabar dá-te oxigénio, relembra-te do que era respirar ar puro devagar e serenamente, sem devaneios, sem suspiros, sem pesos, sem dores daquelas do peito que o apertam e atiram para o fundo da nossa alma.
Já não me dói tanto o peito, e é bom acordar… É bom acordar? Sim, já não dói quando abro os olhos, já não dói colocar o pé de fora da cama e saber que em minutos sairei da porta do meu abrigo para um mundo que conheço o suficiente para não gostar. Eu escolhi viver, escolhi que a minha vida vale mais do que malvadez humana que estava a sugar cada pedaço da pessoa que ainda restava de mim.
Não, as pessoas não merecem, e o mais importante, eu sei que eu não merecia, mesmo com todas as minhas imperfeições, mesmo com todos os meus defeitos, mesmo com todos os meus desleixos…
Todos os erros que cometi foram por ingenuidade, por não saber, nunca, em algum momento cometi erros por saber a mais, por querer cometer, nunca segui com a minha vida sabendo que estava errada porque quando soube parei e segui e por outro caminho. Disso eu sei, eu sei que não sou uma pessoa má, e só por isso, mereço ter pessoas que me façam bem, que ma façam um melhor ser humano, mais humilde, mais feliz também…Sim, às vezes é preciso acabar, parar e reflectir, às vezes é preciso acabar com o que nos destrói e aproveitar para nos reconstruirmos melhores. Virar a página e mudar para uma vida com pessoas diferentes, em lugares diferentes e mais solarengos.

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Um dia fiquei sem voz, fui silenciada e a minha escrita deixou de existir. O blogue que escrevia desde os 9 anos, de forma anónima, desapareceu, porque alguém de repente achou que escrever era algo totalmente inútil. Deixei que alguém me dissesse o que eu não podia ser. Anos depois, em memória ao blogue de uma vida, ás histórias que definiam como eu sou como nenhumas outras, aqui está o mesmo nome, o mesmo registo, para mostrar que eu mudei e que eu sou eu, sou o que eu quiser, o que eu sonhar, livre. As palavras são uma linda forma de expressão e nunca devemos permitir que alguém silencie a nossa voz.

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