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Homofobia

Detesto o tipo de comentários que são feitos em grupo por norma do género “ah sim, mas faz-me impressão, não deviam dar as mãos ou beijar-se assim em público”… Se para uns isto não é uma frase homofóbica, para mim é. Vamos à parte prática da questão, vamos recorrer ao que efectivamente é e tentar perceber o que realmente “faz impressão” a algumas pessoas quando um casal homossexual tem a coragem de assumir o seu amor tal como um casal heterossexual o faria. Expliquem-me a diferença entre um beijo dado por dois homossexuais e um gesto igual por um casal heterossexual. Qual é realmente a diferença? Beijar alguém envolve a mesma troca de salivas, as mesmas sensações as mesmas emoções, seja essa pessoa quem for, para isso basta haver um afecto em comum entre essas duas pessoas, apenas isso, não há cor, credo, religião ou preconceito que possam retirar o significado de um beijo, nem mesmo um homofóbico o consegue. A única coisa que um homofóbico consegue fazer é disseminar uma cultura machista, retrógrada e de ódio, porque dar as mãos dava eu às minhas amigas quando era miúda, dava à minha mãe e dou hoje ao meu namorado, porque há mães e filhos que se cumprimentam com um pequeno beijo na boca, e porque não vejo beijar o meu namorado como um gesto que possa provocar repulsa, mas sim como uma troca de afectos, um “eu amo-te” sem o recurso a palavras, e para mim, o ódio é sem dúvida um problema muito mais grave e um problema real. A homofobia causa-me repulsa porque é só mais uma forma de discriminação que pessoas inseguras inventaram só para se poderem sentir mais qualquer coisa, tudo menos gente que mereça algum respeito. Fico feliz quando um casal homossexual tem a coragem de subir o tal degrau social, aquele degrau que causa muitos olhares de soslaio, esgares de desprezo ou desdém, fico feliz porque é um gesto de amor que motiva outras pessoas com as mesmas histórias a serem livres e felizes, tal como nós o podemos ser.

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Um dia fiquei sem voz, fui silenciada e a minha escrita deixou de existir. O blogue que escrevia desde os 9 anos, de forma anónima, desapareceu, porque alguém de repente achou que escrever era algo totalmente inútil. Deixei que alguém me dissesse o que eu não podia ser. Anos depois, em memória ao blogue de uma vida, ás histórias que definiam como eu sou como nenhumas outras, aqui está o mesmo nome, o mesmo registo, para mostrar que eu mudei e que eu sou eu, sou o que eu quiser, o que eu sonhar, livre. As palavras são uma linda forma de expressão e nunca devemos permitir que alguém silencie a nossa voz.

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