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A liberdade, intrinsecamente ligada à paz de espírito

Tenho pena da falta de liberdade das pessoas, tenho pena que algumas pessoas não tenham coragem para decidir contra vontades alheias e que sejam elas que acabem por pagar a factura, se a vida fosse justa, as pessoas que levariam com as consequências das escolhas dos outros deveriam ser as “alcoviteiras” de plantão que passam a vida a dar “opiniões” sobre a vida dos outros, que tem sempre um bom… “Conselho” para nos dar, que sabem sempre o que é melhor para nós mesmo que não seja aquilo que nós queremos. Sim, sim, essas também deviam pagar porque era remédio certo para tanto falatório, calavam-se e falavam só o que julgassem que fosse minimamente inteligente e sensato. Penso sobre esta tal liberdade porque como muitas pessoas já sabem eu mudei de vida, saí de um trabalho que me estava a atirar para uma depressão porque felizmente posso fazer as minhas tralhas e ir para onde quiser, factores que me levam a agir assim? Tenho dois braços e duas mãos para trabalhar e não tenho medo de trabalhar, sou relativamente jovem, tenho o pavio curto quando me passam a perna, não tenho filhos nem dependentes e basicamente sou maluca, sou maluca porque penso que ninguém se deve sujeitar a determinadas situações no trabalho só porque não quer chatear-se e ter problemas, porque disseram-me que o certo é aceitar um trabalho que me dê efectividade mesmo que isso acabe por dar comigo doida, depressiva e fracassada. Enfim…
Vejo inúmeras pessoas que conheço a sonhar com a mudança de vida que fiz e acho tão triste que sejam as mesmas pessoas que vi infelizes todos os dias, que me sugeriram que eu tivesse filhos porque isso era o ouro da vida e que no entanto via suspirar pelos cantos sempre que falavam dos filhos, como se fazer de conta tornasse uma sociedade podre e que cataloga mulheres como parideiras tornasse a situação menos dolorosa.
Eu mudei de vida, e de facto uma criança não faz parte dos meus planos, porque eu não quero um impedimento sempre que me apetecer fazer as trouxas e pousá-las em outro lugar, por isso e por outras razoes, mas fundamentalmente eu não quero uma criança porque me apetece ser feliz, só porque me apetece.

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Um dia fiquei sem voz, fui silenciada e a minha escrita deixou de existir. O blogue que escrevia desde os 9 anos, de forma anónima, desapareceu, porque alguém de repente achou que escrever era algo totalmente inútil. Deixei que alguém me dissesse o que eu não podia ser. Anos depois, em memória ao blogue de uma vida, ás histórias que definiam como eu sou como nenhumas outras, aqui está o mesmo nome, o mesmo registo, para mostrar que eu mudei e que eu sou eu, sou o que eu quiser, o que eu sonhar, livre. As palavras são uma linda forma de expressão e nunca devemos permitir que alguém silencie a nossa voz.

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