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E quando não podemos revidar

Pergunto-me quem é que o disse, quem é que ditou a regra, quem ditou o politicamente correto de que sempre que alguém nos ataca o certo deva ser ficar calado, ser um tanto hipócrita e sorrir? Há alturas em que francamente não me quero chatear e faço-o, mas o facto de me “proibirem” de retaliar sempre que o quiser fazer porque esse é um direito meu dá-me mais vontade de o fazer, da mesma forma como sou feminista porque os meus direitos como mulher são constantemente ameaçados, revido e dou o troco porque a primeira bala veio do outro lado e não de mim. É quase como começar uma guerra e esperar que o adversário não ataque e nós nos demos completamente por vencidos só por medo de contra-atacar.

Já pensaram que talvez seja isso? Que talvez essas pessoas que tanto nos julgam por agir, por fazer alguma coisa queiram que percamos uma batalha pela qual nem se quer tivemos a coragem de enveredar, só para poderem chamar-nos de cobardes no fim e sair por cima de toda a situação?

Já pensaram que nunca nada está bem neste mundo louco? Que os loucos são os que questionam isto tudo e procuram uma resposta e os “normais” são os pacíficos que seguem o rebanho como cordeirinhos e lambem as “botinhas” ao lobo para que ele nunca se vire contra eles? Prefiro ser a louca da história, porque a minha loucura é frequentemente confundida com a minha liberdade, porque é difícil para o rebanho ver uma ave voar bem no alto enquanto elas se deixam aprisionar por hábitos e rotinas dentro dos quais nem se lembram de ter entrado e por que razão o fizeram. O medo, a cobardia, a preguiça são comumente associados á falta de liberdade, as pessoas não se querem dar ao trabalho de discutir mas quando percebem que alguém o faz ficam totalmente inebriadas pela audácia que é ter coragem neste mundo insano. Mas que direito tem elas de ao optar por não serem livres de nos privar a nós também de liberdade?

Figurativamente isto coincidiria com uma ovelha do rebanho dizer ao lobo que há uma outra a tentar ser livre, e que ganhou essa ovelha com isso? Absolutamente nada, mas por si só, ela não suporta a ideia de liberdade, ela ignora essa ideia na esperança de que na sua mente ela um dia deixe de existir, mas com medo, a outra ovelha corre impulsionada por um misto de coragem e medo ao mesmo tempo, coragem porque sabe que é o único momento que terá para ser livre e medo porque sabe que se o lobo a apanhar ela não terá a mais pequena hipótese.

O triste e a moral de toda esta história é que o rebanho não percebe que se dispersasse naquele preciso momento grande parte dele conseguiria ser livre e singular, só precisavam de usar a inteligência e distrair o lobo, mas como em quase tudo na vida a maldade das pessoas distrai-as da sua própria felicidade, e assim, enquanto olham pelo rebanho para que ele esteja sempre completo mesmo que infeliz e disfuncional, esquecem-se da oportunidade que tiveram tantas vezes para ser livres.

O medo tolda a cabeça das pessoas mas nós não temos nada a ver com isso, o problema é que o medo, ou melhor dizendo, a cobardia, associados a um fraco carácter tornam as pessoas perigosas, porque o medo que tive em mim tantas vezes na minha vida nas mais diversas situações, esbateu-se quando foi tudo em prole de fazer as pessoas que eu amava felizes, e é essa a diferença entre o rebanho e pessoas singulares, quando amamos a vida, quando vivemos com causas e sentidos, o amor dá-nos a bravura necessária para seguir em frente, o amor que sentimos pelos que nos são mais chegados sejam eles quem forem, e é assim, que em meio a umas quantas desilusões que sofri ultimamente pergunto se essas pessoas, que nos querem alienar de quem somos, que nos querem prender nas mesmas amarras, pergunto-me se essas pessoas terão algum amor dentro de si próprias e algum respeito por elas mesmas.

P.S- os meus textos não são sujeitos a correções, não tenho tempo, e gosto deles assim, imperfeitos.

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