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Como lidar com opiniões negativas?

Há uns anos atrás eu teria precisado de um manual, algo que me ensinasse a ouvir uma opinião negativa sem sentir-me triste, claro que na altura não compreendemos isto mas acho que amadurecemos sempre quando é preciso e que cada mudança na nossa vida aparece no momento certo.


Há uns anos atrás eu ficaria preocupada, triste, perguntar-me-ia porque é que aquela pessoa não gostava de mim e julgava que aquela pessoa resumia a opinião de toda a gente a meu respeito. Eu não sabia que as coisas não eram assim tão lineares e que diversas pessoas podem construir opiniões completamente diferentes sobre a mesma pessoa.

O autoconhecimento foi um passo obrigatório e crucial para que eu finalmente começasse a perceber que não podia levar tão a peito um “maldizer” aqui ou ali ou ao perceber que alguém não gostava de mim simplesmente porque lhe apetecia deixar-me ir completamente abaixo.

Sim, no caminho atrapalhei-me e achei que tinha que fazer um esforço para agradar essas mesmas pessoas que não gostavam de mim mesmo sem ter um motivo aparente. Claro que estava errada, mas o que vos posso dizer, não era propriamente falta de auto-estima, era apenas eu a pensar que a sociedade era mais colorida do que aquilo que realmente é e acreditar que podia mudar a forma como as pessoas me viam. Fazia coisas por elas, favores, pagava um café aqui ou ali, estava sempre com um sorriso no rosto e com uma palavra doce para retribuir a algo mais áspero, mesmo que eu não merecesse receber um tratamento mais áspero eu ignorava sempre isso e era gentil para as pessoas.

Com o tempo comecei a perceber que não só não resultava como também que eu tinha ensinado às pessoas que na verdade eu era um “saco de pancada” sempre disponível e que nunca revidava. Obviamente que me fartei e comecei a pensar em mudar de postura. Foi aí que comecei a devolver tudo na mesma moeda com que recebia e a desvalorizar por completo opiniões negativas que achasse que não tinham nexo. Mas ainda não estava lá, ainda não tinha a maturidade para lidar com isso nem para passar pelo teste pelo qual passei depois.

Um dia cruzei-me com uma das pessoas mais importantes da minha vida, e ao julgar que iria começar uma história só com episódios felizes apercebi-me de uma pessoa que vinha como um extra junto ao presente que a vida decidiu dar-me, como um daqueles extras que não fazem falta mas que vêm pôr à prova qual o nível da nossa maturidade.

Recuei um pouco no meu aprendizado sabem, estava tão feliz que julgava que podia tentar que tudo fosse perfeito, na ignorância de que nada é perfeito, nunca. Até hoje fico profundamente magoada com isto porque às vezes é como se a nossa vida tivesse um narrador/escritor que não contente por nos ter colocado tantos obstáculos pelo caminho da narrativa, coloca-nos mais um bem onde deveria estar o auge da nossa felicidade. Esta pessoa ensinou-me e foi fundamental para as maiores decisões que tomei de então em diante, mas levou tempo e algum sangue frio para perceber toda a situação. Levaram precisamente quatro anos.

Foi uma pessoa a quem um dia, mesmo ignorando os sinais, sim porque às vezes estamos tão felizes que os ignoramos, decidi contar a história da minha vida que nessa altura guardava num cofre bem fechado como se alguém pudesse alterar o meu passado e torná-lo pior do que tinha sido. Os sinais? Notei que essa pessoa como algumas outras na minha vida mas mais de mansinho ia-se aproveitando da minha boa vontade aqui e ali para algum favor, que devolvia em favores que tinham ali sempre um interesse subentendido, interesses que desvalorizei. Como vos estava a dizer contei a história da minha vida e questiono-me até hoje porque não parei logo ali quando percebi que a atitude que essa pessoa teve foi tudo menos natural, foi um sacudir de braços e dizer: “podia ter sido pior”. Lembro-me que uns dias depois precisei de escrever um desabafo e como já estava numa fase em que pouco me importava com o que as pessoas pensariam disso divulguei-o no Facebook, recebi reacções que não esperava, pessoas que me confortaram e que me admiraram até, mas não estava à espera que essa mesma pessoa a quem à uns dias tinha contado a minha história pessoalmente me dissesse que tinha chorado com o que escrevi. Vamos dar um nome a essa pessoa? “Luísa” só para ser mais fácil.

Tinha publicado a história da minha vida resumida, as minhas origens pobres, a fome e a desnutrição, o desespero dos meus pais para me sustentarem e depois o abandono deles, o ter-me sentido atirada ao mundo sem preparação prévia e assim sujeita a cometer muitos mais erros do que alguém que tem uma base familiar. Erros cometidos, vivências que envolveram muitas vezes pessoas problemáticas pelo caminho, dias a pão e água para conseguir pagar uma conta da luz e a ingenuidade que me causou tantos dissabores.

A única coisa que a Luísa disse foi que seria incapaz de aceitar o meu pai transexual em casa dela ou o meu irmão com autismo, mas que de resto estava tudo bem. Nesse momento imaginei-me a casar e a causar um desgosto incrível ao meu pai com quem tinha retomado contacto há uns anos só porque haveriam pessoas que não aceitavam quem era a minha família, essa imagem nunca ficou nítida na minha cabeça e no fundo nunca consegui aceitar que aquilo fosse justo, afinal, nós não temos que aceitar coisíssima nenhuma em relação às decisões pessoais dos outros contando que eles não nos façam mal, portanto para mim mais do que ter um pai preto ou branco, um irmão alto ou baixo, saudável ou com uma doença crónica, importava-me que essa sempre foi a pequena família que eu tive e que a Luísa não era mais ou menos humana do que as restantes pessoas que eu tinha conhecido.

As aparências para a Luísa eram muito importantes, foi por isso que decidiu verter umas lágrimas quando na presença de uma outra pessoa leu o meu texto e reparou que essa pessoa ficou emocionada, nessa altura, apesar de ser a segunda vez que tinha ouvido a minha história decidiu chorar.

As aparências eram de tal forma importantes para ela que era uma daquelas pessoas que julgava que o dinheiro podia pagar tudo, estudos e cargos, notas e estatutos, algo que sempre me causou uma revolta imensa pois sempre tive que batalhar imenso para ter o que quer que fosse e foi às vezes o factor “cunha” que me fez perder direito a cargos para os quais tanto tinha trabalhado. Era isso e é até aos dias de hoje que as pessoas como a Luísa não percebem, que uma cunha aqui e outra ali num cargo para o qual muitas vezes as pessoas demorariam anos a conseguir “rouba” cargos que precisamente essas pessoas batalham por conseguir e que provavelmente por existirem estas manhas nunca conseguirão, porque há sempre um “chico esperto” que caiu de pára-quedas num cargo que deveria significar trabalho e assim essa pessoa substitui outra que podia estar ali com mais mérito.

A Luísa não entendia isto, o que era impressionante pois trabalhava num local simples onde as pessoas eram humildes, fazia-me lembrar uma ou outra colega que tive que estava sempre acima de mim, que me tratava como se fosse minha superiora porque de facto o era e só não o era em papel, porque há empresas que permitem que lordes se pavoneiem de vez em quando e ponham uma baixa aqui e ali para passar férias enquanto pessoas como eu nunca colocaram uma baixa em 16 anos de trabalho a não ser quando estive internada com uma pneumonia, e mesmo aí meus caros, recebo uma chamada do trabalho a perguntar quando é que a minha pneumonia acabava. O problema é que eu fui aquela pessoa que trabalhou a duplicar por ter colegas como a Luísa e que à chegada das madames e findas as baixas ainda fui desvalorizada como se não tivesse feito mais que a minha obrigação e sem a receber um cêntimo a mais por ter feito o trabalho dos outros.

Mas isto foi o que percebi com o passar dos anos sobre a Luísa, ela era uma daquelas pessoas que colocava o próprio bem-estar acima de direitos e deveres, no início como vos disse, eu estava de tal forma feliz que tudo isso escapou-me até se tornar intolerável.

Trabalho desde os meus 16 anos e desde então pago as minhas contas, uns meses com mais atrasos outra com menos, mas nunca devi dinheiro a ninguém e por isso nunca tive que prestar satisfações da minha vida a ninguém, mas de repente toda a minha vida era criticada e ditada por regras que eu nunca apreciei. Por partilhar uma vida a dois finalmente pude fazer certas coisas que muitos adolescentes com pais advogados ou doutores fazem com 13 anos, eu fiz com 28, mas não quis saber ou pensar nisso, até hoje estou profundamente feliz por ter uma vida a dois plena e feliz. Como vos estava a dizer os meus 28 anos foram a primeira vez para tantas coisas, a primeira vez para conseguir pagar contas e sobrar-me dinheiro, a primeira vez para ter algo no meu guarda-roupa que não fizesse apenas parte da farda do trabalho, a primeira vez para apanhar um avião do Porto para Lisboa ou para andar a passear e conhecer Portugal. Não estamos a falar de luxos nem viagens ao estrangeiro, só para que saibam eu passei a vida a trabalhar até aos meus 28 anos, com dois e às vezes até três trabalhos, como estava sempre a correr poucos eram os amigos que sobreviviam a essas rotinas, mas ia tendo poucos mas bons pelo caminho. Eu não tinha tempo para ir ao cinema, para sair à noite, para jantar fora ou conhecer pessoas novas, passava a vida exausta e na esperança que algum dia conseguisse começar a juntar dinheiro, mas todos sabemos como é em Portugal ser solteira e pagar as contas sozinha, apoios zero.

A minha vida tinha mudado, não era humano que estivesse feliz?

Mas a Luísa viveu numa altura em que tudo era mais fácil, efectivou-se num estalar de dedos, não teve que sobreviver ao assédio laboral que eu sobrevivi das empresas na tentativa de não me efectivarem, não teve que lidar com assédio sexual em silêncio com medo de perder o sustento ao final do mês, não teve que desistir dos estudos ou de um sonho porque não tinha outra hipótese se não trabalhar. Sim, eu fui daquelas pessoas que adorava estudar e não pude continuar.

Só para que saibam como as coisas aconteceram foi ideia do meu namorado pedir-me para viver com ele, não só porque estava muito feliz comigo e queria partir para essa fase da vida comigo, também porque como acabou por confessar sentia-se preso, triste e reprimido no ambiente onde vivia. Costumo lembrar-me destas coisas mas fiquei tão feliz que não me lembro sabem, foi um daqueles momentos em que o meu coração bateu mais depressa como se me tivesse saído o euromilhões, e sim, vou usar esta expressão por mais mal que ela pareça. Em duas semanas desde a decisão começámos a viver juntos e a organizar aquela que até hoje, com altos e baixos naturalmente, tem sido uma das fases mais feliz da minha vida.

Agora volto a perguntar, não era humano que eu me sentisse feliz?

Vieram-me as lágrimas aos olhos quando percebi que na cabeça de algumas pessoas eu apenas tinha aceitado o pedido do Bruno porque eu estava interessada em dividir contas, chorei, a sério que chorei, na altura senti-me como se eu não tivesse o direito a ser feliz, como se o narrador da minha história quisesse apenas dar-me a conhecer o doce de uma vida plena para poder sofrer um pouco mais a seguir. Eu própria julguei-me, acreditam? Por ter um prato rico à mesa, por poder ir ao cinema e tirar fotografias com a pessoa mais importante da minha vida, por termos adoptado um cão juntos e por brincadeira termos posto os nossos sobrenomes no fim, por termos trocado anéis com as datas em que nos conhecemos, por termos arriscado e vivido tantas coisas juntos. Eu recriminei-me por tudo isso, sentia-me como se tivesse tirado ao Bruno o direito de ser feliz e que eu fosse uma nuvem negra que tivesse pairado na vida dele, não imaginam quantas vezes dei por mim a perguntar-me como teriam sido as coisas para ele se ele tivesse casado com uma pessoa com uma licenciatura e uma boa família, se ele não estaria melhor e mais feliz agora. Privei-me do direito de ser feliz no auge da minha felicidade porque de repente, pessoas como a Luísa agitaram com a minha auto-estima frágil dessa altura e fizeram-me questionar as coisas das quais hoje tenho tanta a certeza.


Nunca senti que o Bruno não estivesse do meu lado, ele sempre apoiou-me, sempre se colocou do meu lado e sempre negou todas as coisas estúpidas que pairaram na minha cabeça, mas eu não conseguia parar de me sentir assim, e os episódios que fomos vivendo na nossa relação e que causavam tanto “transtorno” à Luísa foram fazendo com que eu percebesse que sempre que ela estava ausente a minha vida melhorava, no entanto, pelo contrário quando ela estava presente, eu sentia que não tinha o direito que ela tinha a ser feliz, e isso é uma das coisas que de forma nenhuma eu consigo perdoar.

Um dia, depois de tantas cobranças, de tantas mentiras, de tantas suposições feitas com base na nossa relação onde participavam não apenas duas pessoas mas três pelos vistos, decidimos dar uma segunda oportunidade à Luísa e tudo voltou a ser igual ou pior, num estalar de dedos.

Podemos perdoar mas não esquecemos, o Bruno foi a minha força, sentir-me amada foi algo que mudou completamente a pessoa que sou e todo o percurso que eu percorri, eu estava mais forte, mais feliz, mais plena, percebi que não poderia colocar às minhas costas todos os males do mundo e que defeitos e erros todos nós temos e cometemos. Fiz isso pelo Bruno, coloquei tudo para trás das costas como se costuma dizer, no entanto não foi preciso muito tempo para que precisasse de ir buscar algumas coisas ao baú novamente.

Foram algumas as vezes na minha vida em que tive alguém que fizesse vista grossa à minha felicidade, na maioria das vezes até acabei por perdoar algumas pessoas e seguir caminho, mas desta vez não consegui perdoar porque a Luísa reunia, muito francamente, tudo aquilo que eu desprezo numa pessoa: a ganância desenfreada, o narcisismo, o ego inflado incapaz de fazer um pedido de desculpas, a tentativa de controlar tudo, o drama, “os desmaios” e as dores sempre perto de cadeiras para que a pancada não doesse tanto, a manipulação, o egoísmo, as mentiras. A Luísa era uma daquelas pessoas que desconhecia a existência dos outros para além da dela e que me fazia sentir desconfortável e pesada na mais informal das situações. Ela pegava numa palavra minha e era capaz de distorcê-la completamente, usá-la contra mim e mesmo nas alturas em que era mais simpática, tudo tinha sempre uma segunda intenção.

Recebi avisos de todas as direcções, mas como eu sei que devemos ser nós a tirar as nossas próprias conclusões sobre as pessoas, insisti e voltei a cair.

Um dia eu decidi acabar com esse ciclo, de parar de preocupar-me com os outros e passar a pensar em mim, foi assim que sem medo de que me deixassem as pessoas que podiam vir a sentir as “dores” da Luísa eu decidi pôr um ponto final a um “extra” que eu não tinha pedido para fazer parte da minha vida e que se pessoas por quem eu acabei por sentir tanto carinho se afastassem de mim, era porque no fundo não conheciam quem eu realmente era e por isso não mereciam a minha presença. Acabou aquele senão que sempre pairou no meu sorriso, aquela sombra que sempre me demoveu de tentar.

Hoje em dia aceito que as pessoas não gostem de mim, a sério que sim, muito embora não tenha feito mal a ninguém, mas a vida é mesmo assim, às vezes as pessoas têm inveja de nós pelo cabelo, pela pele, pela vida, por qualquer coisa e por razão nenhuma não há nada a fazer em relação a isso, eu cá admiro pessoas, conheço-as, elogio-as e quero inspirar-me em algumas para ser alguém melhor, acho isso mais humano, mais bonito, mais nobre. Sou uma pessoa que se emociona com facilidade, daí talvez ter sido um alvo, por ter tido sempre as emoções à flor da pele, por deixar-me levar por boas e más situações.

Hoje em dia estou mais livre, mais despreocupada, mais bem-sucedida, voltei a estudar e estou a realizar sonhos por minha conta e risco e claro, com o Bruno ao meu lado sempre.

Já não me culpo por querer estar bonita, maquiada e por querer usar uns brincos, já não me culpo por o Bruno ter sido o benfeitor na minha vida, já não me culpo por ter uma vida boa muito graças a ele. Eu não apontei uma arma ao Bruno, não o obriguei a apaixonar-se por mim, deveria ter posto a Luísa à conversa com amigas minhas que me incentivaram para ir ao tal café, porque francamente a minha sorte com homens tinha sido até então completamente nula. Continuo a pagar as minhas contas e a trabalhar imenso, mas desta vez estou imensamente grata por ter o meu melhor amigo e namorado ao meu lado, grata por pessoas como a Luísa não terem conseguido destruir a nossa relação, grata porque o Bruno sempre acreditou em mim quando eu tinha medo que tudo acabasse.

As pessoas não são de ninguém nem coisas, não pertencem a lugar nenhum pertencem ao mundo, têm os seus próprios sonhos e aspirações, são livres, inerentemente livres, e a liberdade é o bem mais precioso da minha vida, sem ela tornamo-nos zombies que pairam por aí sem destino, sem objectivos, deprimidos e mortos por dentro. Durante quatro anos aceitei que abordassem aspectos íntimos da minha vida e sempre em forma de um dedo, a forma do meu corpo, o dinheiro que trazia no bolso, o facto de eu e o Bruno partilharmos as tarefas de casa, os cães que decidimos adoptar, o facto de procurarmos empregos melhores, lugares melhores, vidas melhores. Permiti que toda a minha vida estivesse em análise aos olhos de quem não a tinha vivido na minha pele, julguei que teria que o fazer para manter a minha relação mas na verdade e ironicamente isso estava a destruir a minha relação.

Quando eu decidi mudar na minha vida tantas coisas que me faziam infeliz e aceitar em mim toda a bagagem tudo começou a mudar, aprendi uma língua nova, comecei a perceber que poderia formar-me este ano como sempre sonhei, que podia desistir do emprego que tinha e que me causava tanto stress, podia ter melhor qualidade de vida e voltar a preocupar-me com o meu corpo, e adivinhem, os receios que tinha com a minha saúde e com o meu coração terminaram, já não me sinto constantemente nervosa, já não tenho problemas de ansiedade, consegui ganhar peso, fazer amigos novos, ter tempo para mim. Excluir relacionamentos tóxicos da nossa rotina também influencia a nossa qualidade de vida e de que maneira, tenho sentido uma tranquilidade que só senti pela primeira vez quando em miúda decidi sair da casa dos meus pais e alugar um T1 com uma amiga. É um nada que se transforma na tranquilidade que eu preciso, é não haverem mais visitas intempestivas, é não ter que aceitar mais presentes que dispenso, é dar-me o direito de viver a minha vida como eu quero livre de julgamentos de valor, porque ninguém é perfeito e ninguém tem esse direito sabem.

Ninguém deveria falar de nós sem verdadeiramente conhecer-nos e a “Luísa” nunca me conheceu como sou, os meus sorrisos sinceros, os meus desabafos, as minhas rotinas, ela nunca pode perceber o quanto eu amo o Bruno talvez porque nunca tenha sentido nada igual por alguém, porque a nossa relação ficou mais sólida depois de termos sobrevivido a ela, ironicamente saímos do Porto e começámos a viver juntos por causa dela, e é isto que falta às pessoas perceber, prender alguém não significa que a pessoa seja a sua posse, significa que ela não consegue fugir mas que à mínima oportunidade vai fazê-lo.

A Luísa pode ter ouvido a minha história da minha boca, mas não a viveu, contudo, não consigo perceber nem perdoar que quando abrimos o nosso coração de repente alguém se tente fazer valer disso. É por isso que a minha história não é mais segredo e que hoje a minha vida é um livro aberto, porque percebi que por mais que tente contar a minha história as pessoas só saberão interpretar se tiverem vivido o mesmo, foi assim que desde então conheci as melhores pessoas que poderia ter conhecido e que tanto em comum tem comigo.

Ah liberdade…

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