Month: Julho 2021

Nós merecemos a verdade

Esta manhã por entre as tarefas da casa, à procura de um tema interessante sobre o qual falar e a tentar fugir de temas polémicos, inevitavelmente fui parar a um vídeo do YouTube de uma muito talentosa influencer sobre a qual já li imensas coisas, até já comprei umas revistas, ainda que não saiba muito sobre ela comunica-se muito bem, dom que eu invejo, pois expresso-me muito melhor na escrita do que a falar em frente a uma câmara. Aliás, foram dois vídeos aos quais assisti, um primeiro sobre o último trimestre da gravidez, que estava a ser segundo a influencer o mais difícil – Confissões do Último Trimestre de Gravidez / A Maria Vaidosa – e que me cativou pelo realismo, pela honestidade, e por isso passei para o seguinte, estava pronta para elogiá-la e comentar com o meu namorado que finalmente tinha encontrado alguém que falava abertamente sobre o assunto, fiquei um pouco desiludida com o vídeo seguinte – STORY TIME – GRAVIDEZ PARTO E PÓS PARTO / Mafalda Sampaio – este vídeo …

Pesar os alimentos

Não me armando em nutricionista mas sim contente pelo que vou aprendendo sobre o meu corpo, o último aprendizado foi da importância que tem pesar os alimentos antes de comer e a proporcionalidade entre a quantidade de proteína, de hidratos e hortícolas no meu prato. Em uma semana consegui resultados que não consegui em um mês a ir ao ginásio umas 5 vezes por semana, incrível quando dizem que os nossos resultados dependem 20% do nosso treino e 80% da nossa alimentação!Incrível porque quando digo que consulto uma nutricionista a maioria das pessoas diz que é um desperdício de dinheiro, eu não acho nada, acho até que quando consegui os melhores resultados de performance desportiva e estéticos foi quando tinha as consultas rotineiras de uma nutricionista desportiva que me guiou na melhor forma de me alimentar e suplementar consoante o meu metabolismo, treino e rotinas diárias! Nós podemos pensar que sabemos comer mas não sabemos, precisamos de exames, de saber como está a funcionar o nosso corpo, de ouvir o que diz a nossa balança …

Equilíbrio

Há uns meses atrás disseram-me, sem pedir a minha opinião, sem que o assunto entrasse em contexto que eu estava com uns quilinhos a mais, sorri e ignorei mas depois fiquei a remoer o que tinha ouvido, devia ter respondido é claro, mas na altura o querer “sobreviver” aquela situação falou mais alto e limitei-me a encolher os ombros um tanto envergonhada. Engraçado é que nunca me senti tão bem na minha vida, tinha as curvas que sempre quis, sem querer de repente tinha conseguido o peso que tantos anos levei a ganhar, sentia-me bem e feliz porque finalmente tinha deixado um trabalho onde me sentia presa e resolvido grande parte dos meus problemas, tudo estava bem, até estava a pensar em voltar ao ginásio, não para perder peso mas para tonificar pois sempre gostei de ter um corpo bem definido e saudável. Mas faltava alguma coisa e eu percebi que era isso, livrar-me dos comentários impertinentes, sentir-me livre e preparada para dar azo aos projectos novos, era isso que faltava. Tudo para dizer que …

Exfolianteeeees!

Oh meu Deus, este foi o meu auxiliar de beleza e autoconfiança nos tempos mais difíceis, e o mais engraçado é que nem precisa de ser caro. Cá entre nós, sem ser de pró para humanidade leiga porque para leiga já basto eu fora o facto de ouvir muito bem o que a minha pele pede, os exfoliantes caíram do céu para ajudar quem não tem uma pele assim tãaao perfeita… Ou seja? Todas nós? Desde deixar a pele mais uniforme, ou seja, remover aquelas pequenas borbulhas pelas costas e pelo peito, ajudar a remover pelos encravados até ao culminar de uma pele extra suave e brilhante! É vestir a roupa e sentir que têm a pele tão macia que até o toque do tecido na pele é diferente, acreditam? Ficam por aqui umas sugestões dos meus favoritos!

O respeito é para todos

lembro-me como se fosse hoje, estava a afixar um cartaz do detergente skip na parede do meu quarto (não o encontrei na internet, já lá vão 20 anos), na minha ingenuidade julguei que aquilo fosse resolver os problemas que eu tinha em casa e também sentia orgulho porque aquele cartaz confirmava o que eu estava sempre a dizer aos meus pais “as crianças também têm direitos”,

Como lidar com opiniões negativas?

Há uns anos atrás eu teria precisado de um manual, algo que me ensinasse a ouvir uma opinião negativa sem sentir-me triste, claro que na altura não compreendemos isto mas acho que amadurecemos sempre quando é preciso e que cada mudança na nossa vida aparece no momento certo. Há uns anos atrás eu ficaria preocupada, triste, perguntar-me-ia porque é que aquela pessoa não gostava de mim e julgava que aquela pessoa resumia a opinião de toda a gente a meu respeito. Eu não sabia que as coisas não eram assim tão lineares e que diversas pessoas podem construir opiniões completamente diferentes sobre a mesma pessoa. O autoconhecimento foi um passo obrigatório e crucial para que eu finalmente começasse a perceber que não podia levar tão a peito um “maldizer” aqui ou ali ou ao perceber que alguém não gostava de mim simplesmente porque lhe apetecia deixar-me ir completamente abaixo. Sim, no caminho atrapalhei-me e achei que tinha que fazer um esforço para agradar essas mesmas pessoas que não gostavam de mim mesmo sem ter um motivo aparente. Claro …

Podemos decidir?

Não sei francamente se estamos a progredir ou parados no tempo, se nos havemos de dizer uma sociedade moderna ou estamos só a fazer um pequeno esforço para o parecer, porque francamente, directamente de quem vive na pele de uma minoria estou num ponto de saturação onde a minha resposta a alguns temas já é apenas: eu quero, o corpo é meu e eu tenho esse direito. Já pulei a parte de querer argumentar ou explicar-me, faço-o quando me apetece, a maioria das vezes limito-me a dizer que não quero e que eu é que mando no meu corpo. Simples, claro e directo. Mas a questão é, isto é novidade?! Porque nos temos que defender a maioria do tempo sobre questões que nos envolvem apenas a nós, a cada uma de nós mulheres, de uma forma individual? Já não deveria ser óbvio que nós temos esse direito e ponto e que direitos não deveriam ser discutidos num país onde os deveres ficam muito aquém? Sim, isto é sobre maternidade, porque chegamos ao ponto de criar …

Porquê??

Uma das coisas que não consigo de forma nenhuma conceber, é o facto de os animais, por mais que a lei tenha evoluído (a passo muito lento convenhamos) ainda serem considerados de facto coisas pela nossa sociedade. São poucos, são poucos aqueles até que os têm em casa e percebem que os animais são e devem ser parte importante da nossa família, que necessitam de cuidados e atenção. Não consigo ignorar quando alguém diz “é só um cão“… Não, não é só um cão, é um cão, é alguém com vida, sentimentos, necessidades e afectos, e é essa a palavra bonita que significa ser cão. Mas ainda vivemos num Portugal onde um cão é só um cão, e assim, não vamos longe ou pelo menos não avançamosà velocidade a que seria preciso.

Como um dente de leão

Como um dente de leão um dia, eu, sem saber fui. Fui e deixei por todos os lugares um rastro de mim, qualquer coisa diferente, teria sido tudo de outra forma, melhor ou pior não sei.Nessa altura ainda não percebia como a vida era uma bola de neve onde tudo o que fazemos, desde o mais pequeno gesto, conta. Mas percebi quando recebi o primeiro sorriso que me foi devolvido com generosidade, quando dei as mãos a primeira vez e senti o calor da mão de outra pessoa, até mesmo quando pela primeira vez fiz alguém chorar e logo de seguida senti um aperto desconfortável no peito que me dizia que eu era capaz de sentir empatia e confirmava que eu era um bom ser humano.Desde o momento em que nasci soprei um dente de leão e deixei que cada partícula de mim fosse-se espalhando pelo mundo fora, quando percebi que poderia semear sorrisos, paz e generosidade, concentrei-me nisso e percebi quão importantes eram as minhas acções.Somos vida, e a vida é tão frágil.

Pessoas políticamente correctas

Hoje em dia já não existe o depressivo, o que chora publicamente e desabafa quando precisa. Essa pessoa escondeu-se dentro da sua própria depressão e não se revela nunca a não ser que a situação esteja por um fio e quase sem retorno. Socialmente o que existe é a diva das redes sociais, a que está sempre feliz, sempre contente, a que usufruiu das melhores condições de vida porque lhe saiu o jackpot logo à nascença e que por isso teve tudo do melhor, a melhor educação, as melhores roupas, as melhores oportunidades, a melhor aparência. É uma pessoa que não pode ter um cabelo desalinhado ou ouvir uma crítica ainda que construtiva, aí é o caos, aí é porque o mundo se desalinhou e alguém está a lançar-lhe mau-olhado, sendo que na verdade pela primeira vez a diva deparou-se com um ser humano que não se deixa cegar pela vaidade ou enganar pelas aparências.Não gosto de pessoas politicamente correctas, aquelas que fazem tudo como dita a sociedade e julgam todos os outros que não …